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REGISTROS DE PEDIGREE E CINOFILIA

   Pois bem quando se pensa em adquirir um filhote a primeira coisa é perguntar tem pedigree? Em geral todos fazem essa pergunta, mas muitos ainda nem sabem qual a finalidade do registro de pedigree de um cão.

    Muitos acham que o cãozinho tendo pedigree esta garantido a sua pureza racial, sim! Se a cinofilia no Brasil fosse pouco mais rígida.
    O peedigree de um cão é um registro efetuado junto a um clube cinófilo, onde nele constará os dados do cão, e também de seus ancestrais incluindo o numero de registro de cada um em especial. Porém um fato tem ocorrido dentro da cinofilia, para que um cão tenha direito  ao pedigree basta que seus pais o possuam dessa forma o criador apresenta os registros junto ao clube cinófilo e da entrada dos filhotes nascidos (filhotes desse casal), porém a demanda de filhote se tornou algo grande e muitos entram no mercado como se os cães fossem simplesmente objetos sem mínimo conhecimento sobre o assunto e começa a produzir filhotes, dessa forma para suprir uma demanda de mercado, começam a ver como empecilho a procura pelo famoso pedigree, e o que tem ocorrido, acabam adquirindo registros de cães que não são dos pais daqueles filhotes e os registram como sendo, dessa forma a árvore genealógica e carga genética dos filhotes que é o mais importante acaba sendo irreal, aumentando assim os riscos de consanguinidade ( cruzamentos de cães com grau de parentescos próximos) dando origem a animais com problemas genéticos.

    Sem contar o fato de muitos que hoje nem criam cães e vendem filhotes e chamam seu estabelecimento de canil, compram ninhadas fechadas de criadores e particulares sem conhecer nada sobre a procedência dos filhotes,e na hora de revende-los a cobrança do cliente é o pedigree, pois sempre querem um filhote com procedência.

    Eles tem muitas  das vezes, pasmem, comprado registros de pedigree, de cães que não reproduzem ou  já vieram a óbito e registram aqueles filhotes, já vimos cães sem raça definida e mestiços com pedigree comprovando sua pureza racial de forma irreal.

Por que a cinofilia nada tem feito a respeito?

    Como mencionei no Brasil para que o cãozinho tenha direito a registro basta que seus pais  tenha. Em países onde a cinofilia é pouco mais evoluída existem avaliações dos reprodutores, da ninhada e só assim os filhotes são registrados também após apresentação de registros dos pais, porém no Brasil nada é feito para comprovar o nascimento dos filhotes, pelo simples fato de que os revendedores geram grande e significante lucratividade a cinofilia muito mais que o criador que vende seus próprios filhotes, imaginem em quanto um criador sério tem uma ninhada de 5 filhotes e registram os mesmos de forma legal, o revendedor adquire 4, 5 ou mais ninhadas de 5 filhotes e os registram de forma que os filhotes tenham pedigree de falsos pais.
    Bom o fato não é querer ofender e nem ser contra ninguém, o fato é que se pegarmos um registro de um cão onde seus pais constam sendo tais e não são; amanhã ou depois pode-se gerar filhotes sem que no registro mostre proximidade de parentesco, porém na realidade existe...consegue entender???


Como resolver?

    Da para fazer as coisas certas ,se todos quiserem se o cão não tem pedigree; os clubes cinófilos, no Brasil; hoje dispensam  avaliações onde que se comprovada a pureza racial, emitem o famoso RI (registro inicial) dando assim inicio a uma nova geração, constando realmente os ancestrais após o nascimentos de ninhadas dos cães com RI, mas a maioria das pessoas querem trapacear, preferem usar registros com árvore genealógica onde constam cães com excelente qualidade, canis renomados, cães premiados em geral. E na realidade o filhote registrado nada carrega daquilo mencionado no papel, e quando passam a ter problemas com o padrão oficial da raça a qual pertence, ou problemas genéticos ou como em alguns casos características atípicas com relação a raça mencionada no registro, colocam a prova a verdadeira identidade dos bons cães e a idoneidade dos canis ali mencionados, sem  que o criador dos cães, lá de trás, saiba do que esta acontecendo com seu nome e identidade de seus cães.
    É claro que tudo isso não dá para ser generalizado e que não exista pessoas que tratam a cinofilia de forma  correta, o bom criador não frauda seu filhote como por exemplo cobra por um registro de pedigree, como da seguinte forma o valor do filhote é x sem  pedigree e 2x x com pedigree. Se o criador tem qualidade para oferecer ao seu cliente não tem porque colocar seu nome no anonimato ou cobrar para que o mesmo seja evidenciado.
Se formos levar ao pé da letra o registro consta os dados do filhote adquirido e do criador, ou seja marketing para o canil; porque cobrar para ser popularizado?
Um assunto sem lógica, para não dar sua cara a tapa? Ou já que tem que dar, que seja pago!

   Temos de lutar e fazer algo a favor da criação organizada de cães, pois da forma que esta no curto prazo, raças mais populares estarão perdidas como aconteceu com poodle, pastor alemão, e outras raças na década de 80, que devido a procura excessiva perderam sua homogeneidade e mesmo assim alguns exemplares extremamente atípicos ,possuem pedigree, que prova qualidade.

   São raros os casos de cães de tais raças hoje que seguem rigorosamente o padrão oficial;a não ser os que se encontram sobre os cuidados dos bons criadores, ou descendentes da criação selecionada dos mesmos, criadores esses que  viram aos poucos frutos de seu trabalho do lado de fora de seus canis se perderem, podemos dessa forma ver que tal problema vem afligindo a cinofilia séria a anos, décadas...
Nada disso diz que o filhote com registro não fraudado segue a regra o padrão oficial e participará de campeonatos e serão campeões de beleza mas dizem sim que fatores genéticos, ficam muitas vezes vulneráveis e a mercê do destino de gerações de cães que estão por vir.

   O resumo de tudo isso é que os cães devem de ser vistos por criadores ou não como vida,com respeito, e o mais importante com ações dignas, justas, e coerentes.

                       

                                                                                                 Leandro Souza
                                                                                                     (criador)

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